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A verdade sobre a Fazendinha do Valizi

  • Foto do escritor: Auro Valizi
    Auro Valizi
  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura

Em suas memórias, Zé Valizi esclarece sobre o seu programa de rádio: verdade ou fantasia?



Imagem ilustrativa, gerada por OpenAI/ChatGPT
Imagem ilustrativa, gerada por OpenAI/ChatGPT

Muitas pessoas que ouviam o meu programa de rádio “Fazendinha do Valizi” ficavam em dúvida, pensando se eu tinha mesmo uma fazenda. Seria isso verdade? Vou esclarecer.


Meus avós paternos e maternos eram imigrantes italianos. Chegaram ao Brasil no final do século XIX, foram trabalhar na lavoura de café e constituindo suas famílias. Meu pai (Júlio) e minha mãe (Amábile) se conheceram, se casaram e tiveram onze filhos, sendo eu o quinto filho deles. E assim, desde o meu nascimento em 1932, cresci e vivi na zona rural ajudando os meus pais na lida, até vir morar na cidade em 1958.


Durante os 26 anos em que morei na zona rural, meus pais trabalharam em algumas fazendas da região de Franca-SP. Em algumas delas, eles foram colonos; em outras, foram meeiros (quando alguém cultiva terras de outra pessoa, dividindo igualmente os rendimentos e a produção com o proprietário das terras).


Por causa do longo tempo vivido em constante contato com a natureza é que trago comigo um sentimento muito forte em relação às coisas do campo, da roça, da fazenda. E assim, quando iniciei o meu programa no rádio achei interessante que o nome dele fosse algo relacionado à zona rural. E como o prefixo da Rádio Cultura naquela época era “ZYK8”, demos ao programa o nome “Fazendinha K8”.


Naquela época não existia internet, os aparelhos telefônicos eram raros (apenas algumas residências e poucos estabelecimentos comerciais é que tinham um telefone) e a única maneira do ouvinte interagir com o programa era por meio de cartas. E a maioria das que eu recebia vinha endereçada ao programa “Fazendinha do Valizi”, em vez de “Fazendinha K8”. Por causa dessa preferência dos ouvintes ao se referirem ao programa, pouco tempo depois da estreia dele mudamos o nome para “Fazendinha do Valizi”.


Eu apresentava o programa como se eu estivesse falando diretamente de uma fazenda. Por isso, muitos dos ouvintes acreditavam nisso e até pensavam que a fazenda era minha. Mas a “Fazendinha do Valizi” era um lugar fictício, e permanece viva na imaginação minha e das pessoas que ouviam o programa.


Na realidade, não tenho e nunca tive uma fazenda de verdade. Mas para os fãs do programa, é como se eu realmente a tivesse, pois até hoje quando me encontram, mesmo sabendo que estou aposentado do rádio, me perguntam com carinho: “E aí, Valizi? Como vai a fazendinha?”.

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