Lembranças do circo
- Auro Valizi
- há 7 dias
- 2 min de leitura
Em homenagem ao Dia do Circo
(Por Auro Valizi)

O Dia do Circo remete meu pensamento aos meus tempos de criança, quando fui levado a conhecer o circo. Não somente porque meus pais queriam que eu visse os palhaços, os bichos, os trapezistas, os malabaristas, o globo da morte etc., mas principalmente porque eles, os meus pais, gostavam de assistir às atrações musicais.
Certa vez, na década de 1970, a dupla Léo Canhoto & Robertinho veio se apresentar em um circo em Ituverava-SP. E lá fomos eu e meus pais assisti-los. Naquela época, alguns artistas, antes da apresentação musical, costumavam encenar peças teatrais circenses. E naquela ocasião, lembro-me da encenação da dupla: o Léo Canhoto caracterizado de cowboy e o Robertinho de índio, travando uma luta corporal e com direito a tiros (com revólver de verdade, mas munição de festim). Ainda tenho guardado em minha lembrança o cheiro da fumaça resultante dos tiros de festim. E depois da peça teatral encerrada, a dupla retornou ao picadeiro para cantar.
Em outra ocasião, também na década de 1970, meus pais e eu fomos assistir ao cantor Sérgio Reis em um circo, também armado em Ituverava. Lembro-me de que após o show o Sérgio Reis foi bastante atencioso, indo conversar um pouco com os meus pais. Enquanto eles conversavam, eu ficava olhando para cima, vendo aquele homem enorme. Parecia um gigante. Acho que foi a primeira vez que vi uma pessoa tão alta.
Desde então, fui mais algumas vezes a circos. Mas essas duas ocasiões, com o Léo Canhoto & Robertinho e com o Sérgio Reis, marcaram a minha infância.
Complementando, no Brasil o Dia do Circo é comemorado em 27 de março. A data escolhida é uma homenagem ao artista circense Abelardo Pinto (o palhaço Piolin), nascido em 27 de março de 1897 no município de Ribeirão Preto-SP.




Comentários